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Montanhas do Atlas

Circuitos privativos que cruzam o Alto Atlas: o passo de Tizi n’Tichka, os vilarejos berberes e as gargantas do Dades e do Todra.

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Como organizar a sua viagem a Montanhas do Atlas

O Atlas não é um desvio da viagem: é a viagem. Qualquer rota que ligue Marrakech ou Fez ao deserto tem de cruzar a cordilheira, e essa travessia costuma ser a jornada de que as pessoas se lembram. O Alto Atlas percorre o país na diagonal por uns 700 quilômetros e separa dois Marrocos bem distintos: ao norte, as planícies e as cidades imperiais; ao sul, os vales de kasbahs e a pedra vermelha que anuncia o Saara.

A estrada mais movimentada é a N9, que vence o passo de Tizi n’Tichka a 2.260 metros entre Marrakech e Ouarzazate. Leva cerca de quatro horas em um dia tranquilo, e as curvas justificam de sobra as paradas: vilarejos berberes pendurados na encosta, terraços de cultivo e, no inverno, os cumes nevados ao fundo. Mais a oeste, o Tizi n’Test (2.092 metros) é mais estreito e muito menos frequentado; o Jebel Toubkal, com 4.167 metros, é a montanha mais alta do norte da África e é visível da própria Marrakech nos dias claros.

Rumo ao leste, a cordilheira se abre nas gargantas que dão nome a meia rota marroquina: o Vale do Dades e as Gargantas do Todra. E a caminho de Fez atravessa-se o Médio Atlas, mais verde e suave, com os cedrais de Azrou e seus macacos-de-berbéria e o ar alpino de Ifrane. Todos os nossos circuitos privativos cruzam alguma dessas rotas, então o ritmo do dia quem decide é você: podemos parar onde tiver vontade sem cumprir o horário de mais ninguém.

Perguntas sobre Montanhas do Atlas

É um trajeto puxado ou que dá muito enjoo?

É uma estrada de montanha com curvas contínuas, então quem enjoa em carro vai sentir. Ajuda ir na frente, parar a cada hora — fazemos isso de qualquer forma — e levar o remédio de costume. A N9 é asfaltada e está em bom estado em todo o percurso: não é preciso 4x4 para cruzar o passo.

Dá para cruzar o Atlas no inverno?

Sim. Neva nas cotas altas entre dezembro e março, mas o passo é uma via principal e é limpo rapidamente. Se fechar pontualmente por temporal, seu motorista saberá com antecedência e desviamos a rota naquele dia; você não vai ter de resolver isso na hora.

Dá tempo de parar nos vilarejos berberes?

Sim, e é uma das vantagens de viajar em privativo. Costumamos parar em um mirante do passo e em algum vilarejo do caminho, e se você quiser tomar um chá em uma casa berbere ou caminhar um pouco pelos terraços, basta dizer ao motorista. Não há grupo esperando no ônibus.

Dá para fazer trilha no Toubkal dentro do circuito?

A subida ao Toubkal é uma expedição de dois dias com guia de montanha e não cabe dentro de um circuito rodoviário. O que fazemos é uma caminhada curta pelo vale de Imlil ou pelo Ourika, de uma ou duas horas, que se acrescenta sem problema aos roteiros que saem de Marrakech.

Caravana de camelos cruzando as dunas de Erg Chebbi ao entardecer, perto de Merzouga

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